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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

entrevista com autor de soul eater!!!!


olhando para o passado pode se defender dos erros do futuro.como todo bom roteirista,deve aver um interesse em aprender com outros altores de mangá a receita de fazer com maestria um mangá realmente agradavel e inexperado por todos.e em todo mangá,neste tempo de exaustão com o famoso mangá padrão deve se procurar ao maximo ser diferente!eu trouxe uma entrevista que trata expecialmente disso:atsushi ookubo (autor do famoso manga de soul eater)mostrando todo o seu diferencial.realmente soul eater é um mangá/anime e tamto,a ponto,de em um dos meses de sua vendagen,consiguir vender mais que one piece (coisa que nem mesmo naruto bleach e full metal alchemist conseguiram)
Entrevista com o autor de soul eater:^^
Em um cenário altamente competitivo como o das antologias de mangá japonesas, apresentar um diferencial que chame atenção para seu produto é cada vez mais difícil. Não dá para competir diretamente com uma Shonen Jump no seu próprio território, o que faz com que as editoras tenham que ser furtivas em suas estratégias de posicionamento; os três grandes títulos shonen (para garotos) semanais do Japão vivem em eterna disputa e briga de foice. E com isso, não há lugar para brilhos excessivos vindos de outras antologias, mesmo que elas contem com tradição e se mantenham sólidos no seu setor.Nesse contexto, antologias de perfil mais híbrido, vindas de editoras menores como a Mag Garden e a Square Enix (que está longe de ser editorialmente a mesma potência que é no mundo dos videogames), acabaram comendo terreno pelas beiradas e ganhando certa popularidade e estabilidade com outros tipos de apelo. Intercambialidade de mídias e apelo amplo para diferentes tipos de público contaram muito nesse processo. A Square sempre esteve ciente desses fatores em particular, adaptando para os mangás suas franquias mais famosas no terreno dos jogos – e, sempre que tinha algo com potencial dentro de seus mangás, transformando-o em games. O melhor exemplo é sem dúvida Full Metal Alchemist, o maior hit da antologia Shonen Gangan – que apresentou novos paradigmas ao shonen de nossos dias, ao inverter uma das etapas da equação de crescimento de personagem que definem o gênero: ao invés do personagem começar com um poder menor e amadurecer enquanto torna esse poder cada vez maior (elemento sensacionalmente definido pelo segundo tema nacional de Dragon Ball Z, com os versos "Ser alguém com um poder maior que você já tem"), o personagem principal recebe um grande poder prematuramente;quando somos apresentados a ele, não há muito o que crescer: com Edward Elric, o alquimista de aço, já tem um domínio bem extenso de suas capacidades... só que ele não tem a menor maturidade para lidar esse poder todo.Pronto. Está definida a rota da história. Até porque pouca gente se dá conta do óbvio: quando ele recuperar o seu braço e sua perna, ele simplesmente vai ser um alquimista normal, como todos os outros. Talvez muito poderoso e já bem mais experiente por conta de sua dura jornada, mas não será mais capaz de fazer alquimia sem desenhar um círculo elemental no chão – melhor dizendo, sua maldição é o que faz dele o personagem de ação que é. Ao final de sua jornada, ele terá menos poder, mas terá conquistado algo mais importante. Sentiram a diferença?De certa forma, a Shonen Gangan acabou por se definir por causa disso: além dos materiais derivados de uma fonte ou outra, justificando o conceito de mídias que se intercambiam, ela apresenta shonens normais à primeira vista, mas com algum tipo de subversão na sua estrutura tradicional – E com isso chegamos a Soul Eater, de Atsushi Ookubo. A série, com um visual bem festa de halloween, não é tão diferente assim de sua série tradicional de shonen – na verdade ela É seu shonen de sempre. Quando Shaman King, de Hiroyuki Takei, foi cancelado na Shonen Jump, Soul Eater poderia ter ocupado seu lugar sem problema nenhum – o leitor de Shaman King não enxergaria grande diferença em termos de perfil. O protagonista também não foge do discurso tradicional de ser o mais forte em alguma coisa. A trama, igualmente, não é nada de outro mundo: envolve uma escola de caçadores de seres sobrenaturais, chamada Shibusen. Os caçadores – que atendem pelos nomes de artesãos – tem, especificamente, que eliminar os Kishins, cujos ovos devoram as almas humanas. Para isso, alguns deles tem que se tornar armas nas mãos deles. Ou seja, caçar Kishins é um trabalho de parceria aonde um vira uma arma mística e o outro o usa para descer o sarrafo em um monstrengo. Simples e básico.Então qual é o ponto nessa série?É que simplesmente o protagonista que quer ser o mais forte em alguma coisa, dessa vez, é UMA protagonista. Nada mais, nada menos.Não que não hajam shonens com mulheres protagonistas. Só que nesse caso, geralmente há um contraponto masculino para servir de ponto de vista e identificação – ou então fanservice, quando não os dois. No caso de Soul Eater, até há fanservice, e não há como discutir que a bruxa Blair está ali para esse fim, assim como as irmãs Thompson. Mas reparem que a protagonista, Maka Albarn, é poupada disso: ela é construída exatamente como todo e qualquer herói de shonen. Não está ali para viver triângulos amorosos ou para mostrar a calcinha. Ela quer ter uma arma suprema, e superar tanto sua mãe quanto seu detestado pai. Quanto ao personagem-título, Soul Eater... bom, aparentemente ele cumpriria o papel desse ponto de vista masculino (não duvidaria de que na verdade o fato dele batizar a série não tenha passado de um artifício para vender o peixe do conceito para os editores) mas não é bem assim: ele é importante, mas não mais do que o Amidamaru de Shaman King. Amidamaru era fundamental até para definir o protagonista, mas não havia dúvidas ali de que o herói da série era o Yoh Asakura. Isso vale perfeitamente para a relação entre Soul e Maka – ele pode circular por aí em forma humana, mas funcionalmente, é uma foice que fala; quem luta e dá porrada, de verdade, é ela. Ponto. Acabou.Maka não faz questão de ser mais agradável para o leitor. Ela socialmente é normal, não uma garota ranheta de comédia; mas tem um objetivo e não se importa em fazer cara feia noventa por cento do tempo enquanto bate cabeça contra os obstáculos até que eles caiam de vez. Essencialmente, é uma pessoa insistente e não vai perder tempo com piadinhas inúteis ou fazendo papel de idiota. Mas quem estiver atrás disso não vai sentir a menor falta – porque o humor se encontra em profusão. O resto do elenco dá conta perfeitamente do recado. Outro ponto que conta a favor dela é que de cara, seu background é muito bem montado. Maka não é do jeito que é a toa, e seu pai tem um bocado de culpa no cartório nesse sentido.No final, Ookubo se ancora em uma imensa competência – ele cumpre bem sua tarefa e lida bem com o diferencial que estabeleceu. E provavelmente tratar sua protagonista com dignidade ajudou muito a garantir uma atenção inicial a seu trabalho – não funcionaria tão bem se ele não mantivesse a peteca no ar, jogando completamente dentro das regras. Ele não perdeu o rumo, sabe muito bem o que está fazendo e não se ancora apenas no diferencial básico – ele domina bem o gênero que escolheu. Em suma, Soul Eater é um shonen de luta – ou seria melhor dizer "shonen de briga de foice?" – no melhor sentido que a palavra possa ter.De resto, a série vem fazendo sucesso e mostrando que a Gangan não é (mais uma) antologia de um único hit. Na verdade, com sucessos como Eater (que na última lista de mais vendidos, saiu na frente de One Piece) e Shikabane Hime, ela gradualmente vai ganhando uma face definitiva. E Soul Eater tem se revelado um belo produto de exportação, tendo sido lançado nos Estados Unidos como carro-chefe da antologia Yen Plus, da Yen Press/Orbit. Agora, o título chega a França – e com ele, veio o autor Atsushi Ookubo para o lançamento, merecendo uma entrevista publicada pelo pessoal do Manga News francês. E estamos traduzindo-a aqui. Divirtam-se.

Entrevista com Atsushi Ookubo
Por ocasião da sua visita ao Salão do Livro de Paris e do lançamento de seu mangá Soul Eater, publicado pela Kurkawa (N. do T.: Selo francês de mangá), tivemos o prazer de ir ao encontro de Atsushi Ohkubo no hotel parisiense aonde ele está hospedado.Manga News: Olá, Sr. Ohkubo!Atsushi Ohkubo: Olá!Como você se tornou um mangaka?
A princípio, eu não gostava muito de ir a escola e me distraía muito durante a aula. Por outro lado, eu era bom em desenho. Eu queria rapidamente usar o meu talento para contar histórias, para ganhar a minha vida.Após o colégio, eu estudei em um curso para desenhistas de quadrinhos. Trabalhei no começo como assistente de Rando Ayamine, criador de Get Backers. Na época, eu fazia principalmente as reticulas. Foi quando lancei minha primeira série: B. 1 (prononcez B-ichi), que teve quatro volumes. A partir de 2003, comecei a trabalhar em Soul Eater...Quais mangás marcaram sua juventude?
Eu sou um grande fã de mangás cômicos. E o mangá que mais me marcou quando era jovem, sem dúvida, foi Dr. Slump!Qual é o seu mangá favorito no momento?
Gosto muito de Yotsuba E.Como é um típico dia de trabalho seu?Durante uma jornada clássica de trabalho, gasto meu tempo principalmente com o lay-out da história. Você deve saber que eu tenho quatro assistentes e meio, o que me ajuda muito.E meio?
Na verdade, tenho um estagiário em processo de formação. Por ora, funciona como meio assistente! (risos)A série incorpora muitos códigos do shonen, mas em forma de comédia. Foi algo planeado desde o início ou essa escolha veio de um desvio original de rota?
Desde o início, eu queria muito criar um shonen original. Acho que eu fui realmente diferente de outras séries similares ao escolher uma mulher como heroína, Maka.Eu também queria trazer um lado mais realista à minha história, criando pares do sexo oposto. Existe uma verdadeira igualdade de gênero no Soul Eater!Finalmente, acrescentei uma boa dose de humor. Mais do que para quebrar a violência, o lado engraçado de Soul Eater é usado para surpreender o leitor. Não devemos esquecer que sou um fã de Dr. Slump! (risos).Não é irônico que a série seja chamada Soul Eater? O título refere-se, na verdade, ao personagem que acompanha Maka, a heroína da série ...
Na verdade o título não se refere a este personagem. Mais tarde na história, perceberemos que o conceito de Soul Eater é muito mais importante do que parece, especialmente com o surgimento de um grande inimigo que se mostrará um devorador de almas.Hellot Gregoire (N. do T.: Editor de Soul Eater em terras gaulesas), quais são seus planos para o título na França?
Eu estava no Japão quando do lançamento da série. A série chegou em um momento em que o gênero gótico estava começando a me irritar... Mas este título traz um toque de frescor com seus elementos de paródia, e, assim, naturalmente encontrou um lugar no nosso catálogo.(voltando a Ookubo) O primeiro volume apresenta cada casal de heróis de modo independente...Eu me sentia inseguro no início da série ... O mundo de Soul Eater foi criado como um reflexo disso!O mundo de Tim Burton inspirou a criação de Soul Eater?
Sim! Adoro este diretor, que cria universo góticos bem-humorados e excitantes. Na verdade, podemos dizer que eu cresci com dois autores: Akira Toriyama e Tim Burton. David Lynch é um cineasta de que eu gosto muito também.Parece haver alguns elementos comuns entre Soul Eater e Harry Potter ...Realmente. Você já deve saber que eu não li os livros, mas assisti aos filmes. Devo confessar que fiquei bastante frustrado após assistir ao primeiro filme de Harry Potter, porque eu o achei muito aquém de seu potencial. Então eu incorporei algumas idéias, enquanto esperava adicionar mais loucura ao conceito de uma escola sobrenatural.e sente com a idéia de sua série sendo publicada pelo resto do mundo?
Como não sou uma estrela do rock (risos), eu não posso andar em qualquer lugar do mundo. Esta é a primeira vez que estou na França! Por esse motivo, eu realmente não tenho consciência do impacto que minha série tem no mundo. Para mim, a coisa mais importante é que Soul Eater agrade ao maior número possível de pessoas!Você já pensou no final da série?
O caminho ainda é um pouco vago, mas eu já tenho idéias sobre o final de Soul Eater. Em qualquer caso, não quero fazer uma série que se estende ao longo de muitos volumes, como One Piece ou Naruto. Eu não gosto quando uma série termina após tanto tempo.A série Soul Eater foi adaptada para animação. Qual foi a sua participação neste projeto?Falei bastante com o diretor do estúdio e equipe do Studio Bones na realização do animado. Conversamos sobre o que era possível acrescentar à animação, em comparação com o mangá. Foi uma boa colaboração.Está satisfeito com o resultado deste anime?
Eu adoro o trabalho do Bones, então sim – estou muito satisfeito! Eu particularmente gosto muito do tema de abertura.Para terminar, o que você achou da recepção dos seus fãs franceses?
É realmente formidável!Muito obrigado por esta entrevista!

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